quinta-feira, 17 de setembro de 2009

ENTENDA OS MOTIVOS DA PARALISAÇÃO

O acordo que previa o pagamento de um adicional de 30% sobre o salário dos carteiros não foi cumprido.O acerto havia sido estabelecido entre a direção da empresa e os funcionários dos Correios na paralisação do final do ano passado e autorizado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa . Segundo a Fentect, Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares o abono deixou de ser pago depois do quarto mês quando seria efetivada a gratificação. Segundo o secretário-geral da Fentect, Manoel Cantoara, a ECT pediu mais três meses para solucionar a situação. “O governo liberou R$ 390 milhões para resolver o problema e a empresa aplicou de outra forma, sem discutir com os trabalhadores, pagando R$ 260 milhões [de forma] linear para os carteiros. Por esse motivo estourou a greve em todo o país.” Afirma.

Algumas das reivindicações dos trabalhadores são o incremento de 41,06% no salário, aumento de R$ 300,00 no piso da categoria, redução da jornada de trabalho sem prejuízo salarial e contratação de novos servidores através de concurso entre outros.

A direção da Empresa alega que a lei que prevê o pagamento de adicional de periculosidade não inclui os carteiros. Por isso, a empresa criou o Adicional de Atividades de Distribuição e/ou Coleta (AADC) e o Adicional de Atendimento em Guichê em Agências dos Correios (AAG), que garantem o valor fixo de R$ 260 para todos os trabalhadores.

Saiba quando a greve pode acabar clicando aqui.

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