sexta-feira, 13 de novembro de 2009

EMOÇÃO E JORNALISMO

È possível separar o ser humano do comunicador?
Por Alessandro Herrera


foto: Juliano Pinz

Um encontro foi realizado na Universidade Católica de Pelotas na úlltima quinta-feira(12) para debater o tema. A palestra com os comunicadores começou por volta das sete e meia da noite, no auditório do campi II. Estavam presentes (na foto da esq para a dir) o repórter fotográfico do jornal Zero Hora, Nauro Júnior, o repórter da Rádio Nativa de Rio Grande, Juliano Silva, o coordenador de jornalismo do jornal Diário Popular, Jarbas Tomachewisck além das representantes da da RBS TV Pelotas Maíra Lessa e Dalcira Martins.


No encontro, cada um dos profissionais falou de experiências pessoais masi emocionantes vividas por eles em suas carreiras enquanto comunicadores sociais. Dalcira Martins comentou: " O que ainda causa grande comoção nas redações são as grandes tragédias. Sem dúvida as que envolvem crianças e idosos são as piores." O fotógrafo jornalista de Zero Hora comenta que a pauta que mais o emocionou na sua profissão foi o nascimento de sua filha, Sofia: Eu entrei na sala de partos e fiz só três fotos. Depois que levaram ela pra UTI...ao longo de três meses eu bati cerca de 12 mil fotos. Foi um negócio muito maluco".
Ele diz que a emoção faz parte da rotina jornalística. Além do profissional, vai para a cena onde a notícia está acontecendo a emoção do ser humano: "Tú enquanto jornalista vai fazer a reportagem de acordo com aquilo que tú viveu até ali. Tú naquela hora é teu pai, tua mãe, teu tio. Somos o que somos e o que a vida fez da gente." comenta o fotógrafo.


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Jarbas Tomachewisck comentou que a função do jornalista independente de qualquer situação é sempre comunicar o fato. Para ele, as tragédias são diferentes das pautas cotidianas por que não são programadas. " As tragédias acontecem em qualquer lugar. Temos que estar preparados para cobri-las. è impossível não se emocionar, não se sensibilizar. Mas é preciso ter sangue frio para fazer a melhor cobertura possível." Jarbas salienta que sempre há a necessidade de que a matéria seja publicada no outro dia. "A notícia precisa ser dada. Se tu não der, outro vai dar." Afirma.
O repórter Juliano Silva da rádio Nativa de Rio Grande diz que em alguns casos, as emoções tomam conta dos comunicadores. " Por maior e por mais envolvimento que eu esteja, temos que divulgar a notícia. È nossa obrigação."

Questionamentos

Os alunos do Curso de comunicação Social que estavam presentes no debate questionaram no final do encontro os jornalistas.

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